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Tebet critica Eduardo Bolsonaro sobre declarações antivacina durante surto de sarampo — ciência, risco coletivo e responsabilidade pública 🧪

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Tebet critica falas antivacina de Eduardo Bolsonaro durante surto de sarampo 🧪🧵 A candidata do PSB aponta que negar vacinas no meio de um surto é perigoso. Vou explicar por que essas declarações têm impacto direto na ciência e na saúde coletiva.

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No vídeo, Eduardo afirmou ter ido a uma agência de correio nos EUA para assinar uma declaração isentando a filha da obrigatoriedade de vacinas. A ação é pessoal — mas, sendo feita por figura pública, vira mensagem com alcance e consequências durante um surto.

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Do ponto de vista científico: sarampo é extremamente contagioso (R0 ≈ 12–18). A vacina funciona — 1 dose ≈ 93% de eficácia; 2 doses ≈ 97%. Quando a cobertura cai abaixo do limiar (~95%) o risco de surtos volta. Isso não é opinião, é epidemiologia.

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Desinformação não é neutra: mina confiança em campanhas, aumenta vulnerabilidade de populações mais periféricas e sobrecarrega profissionais de saúde. Política pública e comunicação clara são essenciais para equidade no acesso às vacinas.

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Perguntas críticas: até que ponto declarações públicas que contrariam evidências científicas deveriam ser responsabilizadas? Exceções individuais (isenções) podem parecer inócuas — mas têm custo coletivo quando replicadas por influência política.

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Fecho com dado prático: duas doses da tríplice viral protegem ~97% das pessoas. Enquanto desinformação e decisões individuais que afetam o coletivo persistirem, surtos vão reaparecer. Reflexão final: confiar na ciência é medida preventiva e política pública.

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