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Resumo em 10 segundos

Da sala de aula em Ituiutaba ao pódio em São Paulo: uma pesquisa computacional encontrou genes ligados à sobrevida no câncer colorretal. 🔬

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Quatro alunas de Medicina da Uniube Ituiutaba levaram uma pergunta complexa a São Paulo — e voltaram com o 2º lugar no CPMED 2026. 🥈🔬 A pesquisa delas investigou pistas moleculares ligadas ao câncer colorretal. 🧵

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Júlia Ferreira, Danyelle Alves, Rayssa Alcântara e Milene Félix fazem parte da Liga Acadêmica de Oncologia. Sob orientação do professor Leonardo Augusto Marson, transformaram interesse científico em um estudo reconhecido no congresso.

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O ponto de partida foi minúsculo, mas poderoso: os microRNAs, moléculas que ajudam a regular quais genes são mais ou menos ativos nas células. Elas analisaram o cluster miR-17-92, já associado a processos do câncer.

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Com ferramentas de bioinformática e dados públicos, o grupo realizou uma análise in silico — isto é, conduzida por computador. A ideia: cruzar informações moleculares e clínicas para procurar padrões que poderiam passar despercebidos.

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O estudo encontrou uma assinatura formada pelos genes BNC2, FAT3 e RORA. Quando os três apresentavam baixa expressão ao mesmo tempo, isso esteve associado a pior sobrevida de pacientes com câncer colorretal.

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Isso não significa que já existe um novo teste ou tratamento. A própria pesquisa ressalta: são necessários experimentos e validação clínica. Mas identificar possíveis biomarcadores é como encontrar uma coordenada para orientar os próximos passos.

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Júlia apresentou o trabalho em formato de banner no CPMED. Por trás do pódio, houve uma oportunidade na disciplina, trabalho coletivo e habilidades testadas na prática — uma lembrança de que pesquisa também se aprende fazendo.

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Da graduação em Ituiutaba, uma pergunta chegou ao debate científico nacional. Se confirmada em novos estudos, essa pista poderá ajudar a entender melhor a agressividade da doença. A ciência avança assim: dado a dado, pergunta a pergunta.

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E aí, o que você achou?