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Resumo em 10 segundos

🌎 O II Encontro Brasileiro de Ciência Cidadã, na UFPR, coloca uma pergunta incômoda no centro do debate: por que o saber das comunidades ainda pesa tão pouco nas decisões climáticas?

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Quem tem o direito de produzir conhecimento sobre a crise climática? 🌎🧵 O II Encontro Brasileiro de Ciência Cidadã termina hoje na UFPR debatendo por que moradores, pesquisadores e gestores precisam atuar juntos diante dos eventos extremos.

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A proposta da ciência cidadã parece simples, mas mexe com estruturas antigas: comunidades não entram apenas como fonte de dados. E se quem vive enchentes, secas e deslizamentos também ajudar a formular as perguntas e as respostas da pesquisa?

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No painel “Por uma Ciência Cidadã transformadora”, Allan Yu Iwama, do Cemaden, levou a experiência de conectar monitoramento técnico a redes comunitárias. Afinal, de que adianta um alerta sofisticado se ele não chega, não é entendido ou não gera ação local?

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A questão é urgente: eventos climáticos extremos não atingem todos igualmente. Como integrar sensores, modelos científicos e observações de quem conhece o território sem tratar o saber comunitário como mera “informação complementar”?

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Natalia Pirani Ghilardi-Lopes e Sarita Albagli discutiram ciência aberta e participação. Mas participação sem financiamento, internet estável, formação e infraestrutura vira só um discurso bonito. Quem sustenta essa ciência no longo prazo?

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O encontro, organizado pela UFPR com apoio da Rede Brasileira de Ciência Cidadã, deixa uma provocação: se a emergência climática exige decisões rápidas, por que ainda demoramos tanto para dividir conhecimento, ferramentas e poder de decisão?

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