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Entre doações, panfletos e publicidade digital, as campanhas movimentaram R$ 11,03 bilhões — e o mapa desse dinheiro ajuda a explicar como se disputa poder no Brasil. 🗳️

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R$ 11,03 bilhões passaram pelas campanhas das eleições de 2026. 🗳️ O número é menor que o de 2022, mas revela uma disputa ainda movida por recursos gigantescos — e por quem consegue distribuí-los. 🧵

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O levantamento da CNN Brasil, com base em dados do TSE até sexta-feira (30), reúne despesas de candidaturas à Presidência, Senado, Câmara e Assembleias Legislativas. Cada registro é uma pista de como o dinheiro virou influência eleitoral.

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A maior fatia não foi diretamente para propaganda: R$ 5,72 bilhões, ou 52% do total, foram doações financeiras a outros candidatos e partidos. Na prática, lideranças e siglas redistribuem verba para definir onde a campanha terá mais força.

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Depois vieram os velhos instrumentos de presença nas ruas: R$ 976 milhões em materiais impressos, como panfletos e cartazes. Serviços de terceiros somaram R$ 795 milhões; militância e mobilização de rua, R$ 662 milhões.

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Mas a campanha também mudou de tela. Impulsionamento de conteúdo chegou a R$ 488 milhões, enquanto a produção de programas de rádio, TV ou vídeo consumiu R$ 282 milhões. A política segue nas ruas — e cada vez mais nos algoritmos.

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Há ainda R$ 538 milhões em despesas com pessoal, R$ 302 milhões em serviços advocatícios e R$ 172 milhões em contabilidade. São custos que mostram uma eleição profissionalizada, mas que exigem fiscalização para não ampliar desigualdades de acesso à disputa.

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As 10 principais categorias concentram R$ 10,73 bilhões: 94% de tudo que foi gasto. Transparência do TSE permite acompanhar esse caminho, mas o desafio é transformar dados públicos em controle social real — antes que o poder econômico fale mais alto que o eleitor.

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