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⚖️ O TSE abriu um precedente contra candidaturas de condenados por violência de gênero. Mas o Congresso ainda não transformou 13 propostas em lei.

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⚖️ Condenados por violência contra a mulher podem ficar inelegíveis, decidiu o TSE por unanimidade. A virada expõe um contraste incômodo: há ao menos 13 projetos sobre isso parados no Congresso desde 2015. 🧵

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O caso envolveu João Francisco de Assis Neto, que tentou disputar uma vaga de deputado federal por Alagoas. Ele teve condenação de 4 anos e 2 meses por lesão corporal contra mulher, mantida pelo Tribunal de Justiça.

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A Lei de Inelegibilidades não cita expressamente violência doméstica e familiar contra a mulher. Ela já barra condenados por órgão colegiado em grupos específicos, como crimes contra a vida e contra a dignidade sexual.

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O TSE entendeu que importa o bem jurídico protegido pela norma — e não só a etiqueta formal do crime no Código Penal. Na prática, a corte disse que violência motivada pela condição feminina pode se enquadrar nas regras existentes.

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Mas há um limite importante: ministros ressaltaram que não criaram uma nova hipótese de inelegibilidade. Interpretaram a lei atual. É um precedente relevante, mas uma regra explícita aprovada pelo Legislativo reduziria disputas e insegurança jurídica.

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Segundo o levantamento da CNN Brasil, são 11 propostas na Câmara e ao menos 2 no Senado desde 2015. Elas divergem sobre quais crimes entram, qual condenação é necessária e por quanto tempo valeria a inelegibilidade.

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A demora não é apenas técnica. Quando a lei deixa lacunas em temas de violência de gênero, a proteção democrática depende mais de interpretações judiciais caso a caso. Regras claras também ajudam vítimas, eleitorado e partidos a cobrarem responsabilidade.

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O TSE pediu que Câmara e Senado avaliem o tema com urgência. A questão agora é política: depois de 11 anos e 13 propostas, o Congresso vai definir um padrão inequívoco para quem pretende exercer mandato público?

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