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Um gestor de fundos colocou US$ 250 milhões na Universidade Hebraica de Jerusalém — e mudou o mapa de sua filantropia. 🎓💰

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💰 Um cheque de US$ 250 milhões — cerca de R$ 1,3 bilhão — acaba de redesenhar o futuro da Universidade Hebraica de Jerusalém, cofundada por Albert Einstein. É a maior doação individual da história da instituição. 🧵

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O doador é John Paulson, gestor de fundos que se tornou mundialmente conhecido por apostar contra o mercado imobiliário dos EUA antes da crise de 2008. Agora, ele transfere parte dessa capacidade de identificar oportunidades para a ciência.

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A verba será direcionada a engenharia, medicina e recuperação de traumas. Na prática, pode financiar laboratórios, atrair pesquisadores e ampliar bolsas — pontos decisivos para que conhecimento de ponta não fique restrito a poucos.

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O campus Monte Scopus passará a levar o nome de Paulson e de sua esposa, Alina. É a lógica clássica das megadoações: capital privado acelera projetos acadêmicos e, em troca, deixa uma marca duradoura na instituição.

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A escolha não foi casual. Professores e ex-alunos da Universidade Hebraica, somados a Einstein, acumulam 10 Nobels em química, física e economia. Para Paulson, a produtividade científica da instituição pesou mais do que sua tradição.

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Há uma virada importante por trás do anúncio: há dez anos, 98% da filantropia de Paulson ia para outros destinos. Hoje, entre 50% e 60% de suas doações está concentrada em Israel — em meio à guerra e ao debate internacional sobre Gaza.

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A universidade afirma que o dinheiro ajudará a contratar talentos globais, apoiar estudantes e transformar pesquisas em soluções. O desafio é fazer com que esse impulso chegue à sociedade: inovação só cumpre seu potencial quando gera acesso e benefícios amplos.

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US$ 250 milhões não compram apenas prédios ou equipamentos: compram tempo, escala e capacidade de assumir riscos científicos. A pergunta que fica é como universidades públicas podem usar esse capital sem perder autonomia nem deixar o interesse público em segundo plano.

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