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Resumo em 10 segundos

Em apenas duas semanas, a Bolsa brasileira viu a maior retirada estrangeira desde 2020. A história mistura juros nos EUA, corrida pela IA e incerteza fiscal. 📉

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R$ 18,1 bilhões saíram da Bolsa brasileira em apenas duas semanas de agosto. 📉 É a maior retirada de investidores estrangeiros desde março de 2020, no início da pandemia. O Ibovespa já acumulava queda de 5,71% no mês. 🧵

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No começo do ano, o roteiro era outro: janeiro sozinho havia levado o fluxo externo a superar todo o saldo de 2025. Parecia uma retomada. Mas, a partir de abril, o cenário global virou — e o dinheiro começou a procurar outros portos.

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A escalada do conflito no Oriente Médio empurrou o petróleo para US$ 100, enquanto os juros dos títulos de 10 anos dos EUA subiram. Com retorno maior em ativos considerados seguros, mercados emergentes como o Brasil perderam parte do brilho.

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Havia ainda uma disputa por atenção — e por capital. Ações ligadas à inteligência artificial, concentradas sobretudo nos EUA e na Ásia, voltaram a atrair investidores após resultados sólidos no segundo trimestre.

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Até junho, pesavam mais os fatores externos. Em julho, entrou um ingrediente brasileiro: a proximidade das eleições de outubro e a falta de clareza sobre o plano fiscal dos principais candidatos, segundo analistas ouvidos pelo GLOBO.

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O mercado não olha só para quem vence, mas para como o próximo governo pretende lidar com contas públicas. A dívida brasileira deve encerrar o ano perto de 84% do PIB — e regras fiscais críveis ajudam a reduzir incertezas e o custo do crédito.

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A saída de recursos não é sentença contra o Brasil: é um retrato de um capital global que busca retorno e previsibilidade. O desafio é transformar estabilidade fiscal, investimento produtivo e crescimento mais inclusivo em motivos para o dinheiro ficar.

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