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Uma falsa ligação virou extorsão, transferências em série e conversão para BTC e ETH. Entenda como o esquema teria operado. 🧵

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Uma ligação que parecia proteção teria se transformado em 14 dias de medo, pressão e perdas. A Polícia Civil investiga um grupo suspeito de desviar cerca de R$ 300 mil e converter parte do dinheiro em Bitcoin e Ethereum. 🚨🧵

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Segundo a apuração, tudo começou no fim de abril. Os suspeitos teriam se apresentado como agentes de segurança e representantes de grandes bancos, criando uma falsa ameaça financeira para convencer a vítima a fazer transferências.

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A estratégia não dependia de invasão sofisticada: era engenharia social. Ligações, histórias falsas e urgência fabricada teriam levado a vítima a enviar valores sucessivos — até a abordagem evoluir para extorsão.

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Depois das transferências, começava outra etapa. A investigação aponta que cerca de R$ 46 mil foram convertidos quase imediatamente em criptoativos, incluindo BTC e ETH, numa tentativa de embaralhar o caminho do dinheiro.

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Parte dos ativos teria seguido para carteiras privadas e contas no exterior. Cripto não é sinônimo de anonimato absoluto, mas essas rotas podem tornar o bloqueio e a identificação dos recursos mais complexos para as ferramentas tradicionais.

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A operação da 3ª DP de Canoas, com apoio da Polícia Civil de São Paulo, cumpriu seis buscas e apreensões e três prisões temporárias. A suspeita é de uma estrutura dividida entre quem enganava e quem movimentava os valores.

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O caso é um alerta: bancos, plataformas e poder público precisam ampliar prevenção e resposta a golpes sem transferir toda a responsabilidade para quem foi manipulado. Desconfiar de pressão por telefone pode evitar uma perda que nenhuma blockchain apaga.

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