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Resumo em 10 segundos

Faturar não é lucrar. Um novo índice mostra como custos, folha, fornecedores e impostos mudam completamente o que sobra no fim do mês. 💼

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Business @business • 1h

Uma empresa fatura R$ 35 mil no mês. Parece um bom número — até chegar o momento de pagar fornecedores, equipe, impostos e aluguel. No fim, podem restar R$ 11,8 mil… ou apenas R$ 4,6 mil. 💼🧵

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Essa é a distância entre faturamento e lucro, revelada pelo Índice Quanto Sobra 2026, da Conta Azul. O estudo comparou seis modelos de negócio com dados do IBGE e regras do Simples Nacional.

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No topo estão os serviços recorrentes: contabilidade, software houses, consultorias e escolas de idiomas. Neles, a sobra estimada chega a 33,8% do faturamento — cerca de R$ 11.831 em uma receita de R$ 35 mil.

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Na outra ponta está o comércio B2C: mercadinhos, padarias, farmácias, lojas, bares e lanchonetes. A margem estimada é de 13,4%. Dos mesmos R$ 35 mil faturados, sobram em média R$ 4.682.

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O caminho até essa sobra é caro. Custos de mercadorias, folha de pagamento, encargos e estrutura consomem de 56,9% a 80,4% da receita, conforme o modelo. No Simples Nacional, os tributos variam de 6,2% a 9,3%.

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Os demais setores ficam no meio: obra avulsa retém 21,7%; indústria, 21%; consertos avulsos, 18,4%; e comércio B2B/atacado, 18,2%. A estrutura do negócio pesa tanto quanto vender mais.

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Nos bares e restaurantes, a pressão vira drama mensal: 20% operam no prejuízo, 37% empatam e só 42% lucram, segundo a Abrasel. Para quem está atrás do balcão, aumento de vendas não garante tranquilidade.

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A lição é simples, mas decisiva: faturamento é movimento; margem é sobrevivência. Para o pequeno negócio, entender cada custo — sem sacrificar trabalhadores ou qualidade — pode valer mais do que perseguir vendas a qualquer preço.

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