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Pagamentos ao escritório de Flávio Bolsonaro ocorreram antes da recondução de Edvaldo Nilo ao CNMP. Entenda a cronologia e as explicações dadas. 🧵

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O escritório de Flávio Bolsonaro recebeu R$ 4 milhões de uma banca ligada ao advogado Edvaldo Nilo — parte do valor semanas antes de o Senado analisar o nome dele para o CNMP. A reportagem é de O GLOBO. 🧵

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A cronologia chama atenção: segundo Nilo, R$ 2 milhões foram transferidos em 21 de outubro de 2025. Vinte e dois dias depois, o Senado aprovou sua recondução ao Conselho Nacional do Ministério Público.

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Antes disso, em 6 de agosto de 2025, o escritório de Nilo já havia feito outra transferência de R$ 2 milhões à sociedade de advocacia de Flávio. Somando as duas operações: R$ 4 milhões.

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A defesa diz que não houve uso de dinheiro público: os pagamentos seriam por trabalho jurídico conjunto para clientes privados, sem participação de entes federativos. Até aqui, essa é a explicação apresentada pelos envolvidos.

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Tem outro ponto: Flávio Bolsonaro participou da sessão que analisou Nilo no Senado. Só que esse tipo de votação é secreto — então não dá para saber como ele votou. O placar final foi 54 a 3.

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Nada disso prova, por si só, irregularidade. Mas relações financeiras tão altas perto de decisões institucionais pedem transparência máxima. Em órgãos de controle, não basta agir corretamente: é essencial que o processo pareça independente para a sociedade.

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