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🍽️ A comida pesa mais que qualquer discurso no orçamento. Os dados do IPCA mostram uma diferença expressiva — mas a comparação exige contexto. 🧵

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🍽️ A inflação de alimentos e bebidas acumulou 46,25% no governo Bolsonaro, contra 16,88% no Lula III até setembro de 2026, segundo compilação com dados do IBGE. A diferença vai além da disputa eleitoral: chega direto à mesa das famílias. 🧵

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No índice geral, a distância é menor, mas ainda relevante: IPCA acumulado de 26,93% no governo Bolsonaro e 18,87% no atual mandato de Lula, segundo os números citados pelo Valor Econômico. Por que a comida teve comportamento tão mais desigual?

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A explicação começa pela pandemia: cadeias globais travadas, portos com restrições e fretes mais caros. Ao mesmo tempo, programas de renda sustentaram parte da demanda. O resultado foi uma pressão forte sobre oferta, logística e preços.

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Mas não foi só fator externo. Seca, crise hídrica, alta dos fertilizantes e real desvalorizado elevaram custos entre 2020 e 2022. Quando diesel e transporte encarecem, o impacto percorre toda a cadeia — da lavoura ao supermercado.

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Isso não elimina a responsabilidade política. Governos não controlam pandemias ou guerras, mas decidem como proteger renda, regular combustíveis, apoiar agricultura familiar e garantir estoques. A pergunta é: quem absorve o choque quando tudo encarece?

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No Lula III, ajudaram a normalização logística, câmbio menos volátil e maior oferta de gado para abate. Ainda assim, alívio médio não significa alívio igual: famílias de baixa renda gastam uma fatia muito maior do orçamento com alimentação.

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O alerta permanece: eventos climáticos como El Niño podem voltar a pressionar preços. Combater inflação de alimentos exige política econômica, adaptação climática e acesso a comida de qualidade — porque estabilidade não se mede só no índice, mas no prato.

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