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Auditoria encontrou indícios de desvios e pagamentos suspeitos em entidade que atende 17 mil pessoas. O caso vai além das cifras: envolve o direito à saúde. 🩺

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Mais de R$ 400 milhões em possíveis desvios na Cedae Saúde, segundo auditoria encomendada pelo governo do Rio. 🩺🧵 O caso envolve uma entidade que atende 17 mil empregados, dependentes, aposentados e pensionistas — e põe a assistência à saúde no centro da crise.

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O relatório da Grant Thornton aponta indícios de irregularidades em pagamentos por serviços e possível favorecimento de empresas ligadas à antiga direção. Importante: são suspeitas em apuração, e o material será enviado ao Ministério Público.

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Um dos achados mais graves: arquivos de fornecedores e da contabilidade entre dezembro de 2023 e abril de 2026 teriam sido apagados após a troca de gestão. Auditores dizem ter recuperado dados. Apagar registros não prova um crime por si só, mas compromete transparência e controle.

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Segundo o governo, quatro empresas de uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas ligada ao ex-presidente Eric Frederik Gualberto receberam R$ 95 milhões durante sua gestão. Gualberto foi afastado em junho de 2026 e teve pedido de retorno negado pela Justiça.

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Há outro número que exige explicação: os repasses médios à Cedae Saúde eram de R$ 20 milhões por mês; a atual direção informa gastar cerca de R$ 6 milhões. Uma queda de 70% pode indicar gordura financeira — mas auditoria precisa separar economia real de eventual corte prejudicial ao atendimento.

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A Cedae Saúde não é um contrato abstrato: administra remédios de uso contínuo, exames, saúde ocupacional e segurança do trabalho. Quando recursos da assistência são mal geridos, o risco chega ao tratamento, à prevenção e à dignidade de quem depende do serviço.

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A questão agora é dupla: responsabilizar eventuais envolvidos com devido processo e blindar o atendimento dos 17 mil beneficiários. Transparência de contratos, auditorias independentes e canais de denúncia não são burocracia: são proteção concreta à saúde dos trabalhadores.

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