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Campo Grande fica com 94% dos recursos para mobilidade; Aquidauana e Anastácio dividem o restante. O que os números revelam? 🚧📊

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Mato Grosso do Sul teve mais de R$ 437 milhões aprovados para projetos urbanos — mas R$ 411,73 milhões vão apenas para Campo Grande. Mobilidade, tecnologia e reabilitação urbana estão no pacote. O desenho da divisão merece atenção. 📊🧵

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Os recursos serão intermediados pela Caixa e financiados com linhas ligadas ao FGTS, após seleção contínua do Ministério das Cidades. Não é repasse livre: são operações de crédito para infraestrutura, que exigem execução, acompanhamento e capacidade de pagamento.

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Campo Grande concentra cerca de 94% do total: R$ 411,73 milhões pelo Avançar Cidades - Mobilidade Urbana, destinados à qualificação viária. A promessa é melhorar vias, fluxo de veículos e segurança no trânsito.

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O ponto crítico: “qualificação viária” pode significar uma cidade mais segura e eficiente — ou apenas mais espaço para carros. Sem metas públicas para ônibus, calçadas, ciclovias, acessibilidade e redução de mortes, o impacto social fica incompleto.

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Aquidauana recebeu R$ 15,5 milhões no Pró-Cidades para modernização tecnológica urbana. Ferramentas de gestão podem ajudar planejamento, serviços e transparência, desde que não virem sistemas caros, fechados e distantes de quem mais usa a cidade.

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Anastácio terá R$ 10,52 milhões para reabilitar áreas urbanas consolidadas. É a menor fatia, mas esse tipo de obra pode ter alto retorno: recuperar espaços, infraestrutura e segurança sem empurrar moradores para longe ou estimular especulação.

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O teste real começa após a portaria: projetos detalhados, licitações competitivas, cronogramas, custos e prestação de contas. R$ 437 milhões só viram desenvolvimento quando o investimento alcança quem enfrenta trânsito, precariedade e serviços falhos todos os dias.

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