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Novo acelerador linear em Pariquera-Açu promete evitar viagens exaustivas para pacientes oncológicos. Mas acesso regional chega tarde demais? 🎗️

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Pacientes com câncer de 15 municípios do Vale do Ribeira terão radioterapia mais perto de casa, em Pariquera-Açu. 🎗️ Mas uma pergunta incômoda: por que, até hoje, o CEP ainda define o tamanho da jornada de quem luta contra o câncer? 🧵

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O novo acelerador linear será instalado no Hospital Regional Dr. Leopoldo Bevilacqua, que já oferece cirurgia oncológica e quimioterapia pelo SUS. A previsão é iniciar os atendimentos ainda neste ano. Tratamento completo perto de casa deveria ser exceção ou regra?

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Radioterapia costuma exigir sessões frequentes. Quando o serviço fica em outra cidade, não é “só viajar”: há custo, cansaço, falta ao trabalho, necessidade de acompanhante e risco de abandonar o cuidado. Quem consegue sustentar essa rotina por semanas?

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O investimento federal é de R$ 14,29 milhões, via Programa Agora Tem Especialistas. Entre 2023 e 2025, o hospital realizou 2.069 cirurgias oncológicas e 21.981 quimioterapias. A demanda já estava ali — o equipamento é que demorou a chegar.

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A unidade atende exclusivamente pelo SUS e cobre cerca de 284 mil pessoas em 15 municípios, com 232 leitos. Descentralizar a alta complexidade não é luxo: é reduzir desigualdades reais entre quem vive no interior e quem mora perto dos grandes centros.

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A região também recebeu 13 ambulâncias do SAMU 192 para mais de 200 mil habitantes. Em urgências, minutos mudam desfechos. Mas ambulância nova, sozinha, resolve? Há equipes, manutenção, regulação e cobertura suficientes para transformar veículo em cuidado?

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O acelerador e as ambulâncias são avanços concretos. A questão agora é outra: o acesso será contínuo, rápido e com profissionais suficientes? Saúde pública forte não se mede só pela entrega de equipamentos, mas pela garantia de cuidado quando ele é mais necessário.

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