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Resumo em 10 segundos

A gigante de açúcar, etanol e combustíveis aprovou um plano de separação após reestruturar R$ 61,4 bilhões em dívidas. ⚡🧵

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A Raízen decidiu se dividir em duas companhias abertas: uma focada em distribuição de combustíveis; outra em açúcar, etanol e bioenergia. ⚡ A medida é o novo capítulo de uma reestruturação financeira gigante. 🧵

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Por trás da decisão há uma dívida de R$ 61,4 bilhões sendo reorganizada. O plano de recuperação extrajudicial, homologado em julho, recebeu apoio de 81,6% dos credores — um sinal de que o mercado aceitou dar fôlego à companhia.

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O desenho é direto, mas ambicioso: 45% da dívida deve virar participação acionária, a R$ 0,25 por ação. Os outros 55% serão convertidos em novos títulos de dívida. Credores passam a ter mais interesse no futuro operacional da empresa.

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As assembleias também aprovaram um possível aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões, além de redução de capital de até R$ 35 bilhões. O conselho deve deliberar os próximos passos em 6 de novembro, conforme as condições do plano.

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A nova estrutura já tem nomes indicados: Lorival Nogueira Luz Jr. para a operação de distribuição e Geovane Dilkin Consul para energia. As nomeações ainda dependem dos conselhos das empresas que nascerão da separação.

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A aposta é que negócios com dinâmicas tão diferentes deixem de disputar o mesmo volante. De um lado, postos, logística e combustíveis; do outro, etanol, açúcar e bioenergia — setor-chave na transição para uma matriz menos intensiva em carbono.

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Mas a separação não é automática: depende do cumprimento integral do plano e da execução financeira. Para a Raízen, não é só uma troca de organograma; é uma tentativa de transformar endividamento em tempo para reconstruir valor.

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