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Resumo em 10 segundos

📈 Os CERs ampliaram procedimentos e transformam rotinas de pessoas com deficiência. A pergunta é: crescimento no papel significa cuidado garantido para todos?

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São Paulo diz ter ampliado em 129,2% os procedimentos nos Centros Especializados em Reabilitação entre 2021 e 2025. 📈 Mas uma alta tão grande revela só avanço — ou também uma demanda que ficou tempo demais sem resposta? 🧵

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São 35 CERs na cidade, voltados à autonomia de pessoas com deficiência física, intelectual, visual e auditiva, além de pessoas autistas. Reabilitação não é “extra”: é parte do direito à saúde e à participação na vida cotidiana.

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O caso de Pedro, 11 meses, ajuda a dimensionar isso. Após acompanhamento no CER IV São Miguel, passou a sustentar melhor o corpo, sentar, alcançar objetos, se comunicar e participar da alimentação. Pequenas conquistas para quem vê de fora; enormes para a família.

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A rede informou 7,7 milhões de procedimentos de 2021 a agosto de 2026 e alta de 46% no número de pacientes, de 245.175 para 359.086 entre 2021 e 2025. A pergunta incômoda: equipes, estrutura e tempo de atendimento cresceram no mesmo ritmo?

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No CER IV São Miguel, cerca de 1.500 pessoas são atendidas por mês por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, enfermeiros, neurologistas, ortopedistas e nutricionistas. Cuidado multiprofissional funciona justamente porque ninguém deveria ser reduzido a um diagnóstico.

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Até maio de 2026, a rede municipal registrou 69.711 atendimentos a pessoas com TEA. Mas atendimento pontual basta? Para muitas famílias, continuidade, deslocamento acessível, acolhimento e orientação fora da consulta definem se o cuidado funciona de verdade.

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Quando uma mãe afirma que o serviço público foi melhor que alternativas particulares, vale perguntar: por que esse padrão de acolhimento e especialização ainda não alcança toda pessoa que precisa? Crescer é essencial; garantir acesso oportuno e permanente é o desafio maior.

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