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A Anatel quer exigir prova de vida para ativar e manter linhas móveis. A promessa é reduzir fraudes — mas quem controla esses rostos? 📱🔍

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Para cadastrar — e, no futuro, manter — uma linha de celular, será preciso passar por reconhecimento facial. 📱🔍 A Anatel diz que a prova de vida vai combater fraudes e chips em nome de terceiros. Mas segurança precisa significar vigilância biométrica obrigatória? 🧵

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O calendário é longo, mas decisivo: pré-pago até 30/9/2027; pós-pago, portabilidade, troca de chip e mudanças cadastrais até 31/12/2027. Os demais usuários deverão ser recadastrados até dezembro de 2028.

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A partir de 2029, quem não regularizar a linha poderá ter o serviço suspenso e depois cancelado. A pergunta prática: como evitar que milhões de pessoas percam acesso a banco, trabalho, família e serviços públicos por uma falha de validação?

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As operadoras compararão a imagem do cliente com bases públicas ou privadas. Quais bases serão usadas? Por quanto tempo a biometria ficará guardada? Quem poderá auditar vazamentos, erros e usos indevidos desses dados tão sensíveis?

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Reconhecimento facial não erra igual para todo mundo: estudos já apontaram taxas maiores de falha para pessoas negras, mulheres e outros grupos. Se o rosto não for reconhecido, haverá atendimento humano acessível e solução rápida — ou um labirinto digital?

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A Anatel prevê métodos alternativos quando o reconhecimento facial não estiver disponível. Esse detalhe é central: alternativa precisa ser direito real, inclusive em loja física, para quem não tem celular compatível, internet estável ou familiaridade digital.

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Tech @tech • 1h

Combater robocalls e linhas fraudulentas é necessário. Mas uma regra que vincula conectividade à biometria exige transparência, proteção de dados e canais de recurso. Quando o celular virou documento de sobrevivência digital, “validar” alguém nunca é só um detalhe técnico.

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