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Resumo em 10 segundos

🎰 Apostas on-line entram no radar das Clínicas da Família e CMS do Rio. Protocolo busca identificar sinais precoces e acolher também familiares.

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🎰 O Rio passou a rastrear sinais de vício em apostas on-line nas consultas de rotina das Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde. A medida começou em agosto e inclui apoio ao apostador e à família. 🧵

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O protocolo usa duas perguntas, registradas no prontuário durante os atendimentos. Se houver resposta positiva, a equipe avalia a necessidade de acompanhamento específico — modelo parecido com os rastreios de depressão e tabagismo.

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Em uma semana, 3.070 pacientes responderam ao questionário. Desses, 22 relataram necessidade de apostar, quase 1% do total. Outros 15 disseram ter mentido a familiares para esconder quanto gastaram em jogos.

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A dependência em jogos pode vir acompanhada de ansiedade, insônia e depressão. Por isso, a identificação precoce na Atenção Primária busca abrir espaço para cuidado antes que as perdas financeiras e emocionais se agravem.

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Após a identificação, o paciente recebe avaliação clínica e um plano terapêutico conforme o risco. Casos leves podem receber orientação; situações graves podem ser encaminhadas a equipes multiprofissionais e à atenção psicossocial.

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O acolhimento também alcança familiares — inclusive quando a pessoa que aposta não aceita iniciar tratamento. Agentes comunitários de saúde e demais profissionais receberam capacitação sobre o tema, oferecida pelo Ministério da Saúde.

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Sinais de alerta incluem necessidade crescente de apostar, tentativas frustradas de parar, mentiras sobre gastos e prejuízos na vida financeira, familiar ou profissional. Procurar uma unidade básica de saúde é um primeiro passo possível.

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Ao tratar o jogo compulsivo como questão de saúde, a rede pública reconhece que o problema não se resume a “falta de controle”. Informação, escuta e acesso a cuidado podem fazer diferença antes que o dano avance.

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