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Após operação que deixou 122 mortos, MPRJ cobra transparência, regras de acesso e uso efetivo das câmeras policiais. Entenda o cronograma e a ADPF das Favelas. 📹

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O governo do RJ prevê concluir em março de 2027 a licitação de novas câmeras corporais para policiais. 📹🧵 A medida foi cobrada pelo MPRJ após a Operação Contenção, em outubro de 2025, a mais letal já registrada no estado.

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Por que isso entrou no centro do debate? A operação deixou 122 mortos. Em ações de alto risco, câmeras não são só equipamentos: elas registram o que aconteceu, ajudam a preservar provas e permitem avaliar se a força foi usada de forma proporcional.

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O cronograma foi apresentado pela Secretaria de Segurança ao Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do MPRJ. A previsão é contratar os equipamentos em março de 2027 — ou seja, cerca de um ano e meio após a operação que motivou a cobrança.

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O ponto crucial não é apenas comprar câmeras. O MPRJ quer regras claras para o armazenamento e o acesso às gravações. Sem gestão segura e fiscalização independente, imagens podem se perder, ficar inacessíveis ou não cumprir seu papel de transparência.

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Segundo a Secretaria de Segurança, as imagens devem ficar sob guarda do Estado, com acesso direto e imediato para órgãos de fiscalização e autoridades responsáveis por investigações e processos. Isso pode proteger provas, moradores e também os próprios agentes.

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A recomendação inclui ampliar as câmeras, aperfeiçoar a fiscalização, treinar os policiais e usar os dispositivos nas operações. Na prática, tecnologia funciona melhor quando vem acompanhada de protocolo, formação e responsabilização em caso de descumprimento.

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O debate também se liga à ADPF 635, a ADPF das Favelas, julgada pelo STF. Ela estabelece parâmetros para operações no RJ, como uso proporcional da força, câmeras em viaturas, plano de reocupação de territórios e apurações sobre milícias e tráfico.

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Câmeras não resolvem sozinhas a crise da segurança pública. Mas, com uso obrigatório, dados preservados e controle efetivo, podem reduzir zonas de sombra do Estado — e aproximar a política de segurança de proteção à vida e prestação de contas.

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