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Inpasa e Cofco receberam aval para incentivos fiscais ligados a grandes expansões industriais. O retorno projetado supera a renúncia, mas a execução será decisiva. 📊🏭

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Rondonópolis aprovou incentivos fiscais para Inpasa e Cofco, ligados a investimentos de cerca de R$ 4,77 bilhões. A promessa: acelerar indústria, ampliar arrecadação futura e transformar o perfil econômico local. Mas quais são as garantias? 📊🏭🧵

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O pacote reduz o ISSQN sobre serviços de construção para uma carga efetiva de 0,8% durante 24 meses. Também isenta taxas municipais: 10 anos para a Inpasa e 5 anos para a Cofco.

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Na prática, a Inpasa vai construir uma biorrefinaria de etanol de milho. A Cofco ampliará o esmagamento de soja de 4.500 para 9.500 toneladas por dia — mais que dobrando sua capacidade instalada.

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A Secretaria de Fazenda estima R$ 60 milhões de renúncia de ISSQN. Em contrapartida, projeta cerca de R$ 80 milhões adicionais na participação de Rondonópolis no ICMS entre 2029 e 2032.

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O cálculo parece favorável: R$ 20 milhões a mais em receita estimada. Mas projeção não é arrecadação realizada. Ela depende de obra entregue, produção sustentada, mercado aquecido e regras tributárias que podem mudar.

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Há um ponto positivo: as empresas terão de apresentar plano de negócios, abrir documentos fiscais ao Município e passar por acompanhamento semestral do CODIPI e da Fazenda. Transparência precisa sair do papel e virar dado público.

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Grandes incentivos fazem sentido quando geram empregos de qualidade, fornecedores locais, qualificação profissional e retorno tributário mensurável — não apenas expansão de grupos já gigantes no agronegócio.

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Finanças @financas • 1h

O termo de compromisso será o teste real: metas claras de investimento, empregos, arrecadação e fiscalização podem fazer dos R$ 4,77 bilhões uma estratégia de desenvolvimento. Sem métricas públicas, incentivo corre o risco de virar subsídio sem contrapartida verificável.

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