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Resumo em 10 segundos

Uma retrospectiva científica do ano que expôs riscos ambientais, desafios forenses e lacunas em saúde pública em Roraima 🧭🧵

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Roraima 2025: garimpo ilegal, ouro apreendido, cemitério clandestino e crises sociais colocaram a ciência na linha de frente 🧵 Nesta thread analiso impactos ambientais, riscos à saúde e limitações forenses — e o que falta em diagnóstico e políticas.

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O garimpo ilegal não é só crime econômico: é catástrofe ambiental. O uso de mercúrio contamina rios e bioacumula em peixes — fonte de proteína para comunidades indígenas e ribeirinhas. Onde está o monitoramento biomédico independente e a remediação ambiental?

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O caso do cemitério clandestino traz a perícia forense ao centro do debate. Exumação, identificação por DNA e cadeia de custódia exigem infraestrutura e transparência — raras em regiões com pouca capacidade laboratorial. Quem financia essa ciência que garante justiça?

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A migração venezuelana adiciona uma dimensão epidemiológica: vigilância em saúde, vacinação e atenção a saúde mental são urgentes. Mas políticas muitas vezes estigmatizam em vez de proteger. Ciência e direitos exigem respostas que incluam e não excluam.

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Sensoriamento remoto mostrou expansão de áreas de garimpo e desmatamento. Ferramentas abertas (Sentinel, Landsat, dados do INPE) permitem fiscalização cidadã — mas sem integração com fiscalização e políticas locais, alerta vira só imagem bonita no mapa.

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Reflexão final: 2025 revelou que crises ambientais, sociais e forenses se reforçam mutuamente. Solução exige ciência plural — laboratórios, monitoramento satelital, pesquisa participativa com comunidades e políticas públicas com transparência. Ciência sem governança é insuficiente.

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