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Resumo em 10 segundos

Uma botnet histórica foi desmontada após trocar endereços de carteiras na área de transferência das vítimas. O golpe era simples — e assustador. 🪙

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A botnet Sality foi desmontada após 23 anos infectando PCs — e roubando criptomoedas com um truque brutalmente simples: trocar o endereço da carteira copiado pela vítima. Quantas transferências foram desviadas sem ninguém perceber? 🪙🧵

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Em 31 de agosto de 2026, autoridades dos EUA, Bulgária, Hungria e Romênia, com CrowdStrike e Shadowserver, neutralizaram a rede. Mas como derrubar algo sem servidor central para apreender? Fazendo a própria rede expulsar seus nós.

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Nos últimos 8 anos, a Sality monitorava a área de transferência. Copiou um endereço de Bitcoin ou Ethereum? O malware podia substituí-lo por uma carteira dos criminosos antes do “colar”. Você confere cada caractere antes de enviar?

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O prejuízo estimado foi de US$ 150 mil em mais de 15 mil máquinas ainda ativas. Parece pouco diante de grandes hacks? É justamente o oposto: pequenos furtos repetidos atingem usuários comuns, um copia-e-cola por vez.

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A Sality surgiu em 2003 infectando executáveis do Windows, discos, redes compartilhadas e pendrives. Depois ganhou recursos para se ocultar e uma arquitetura P2P. Se sobreviveu a tantas gerações de ameaças, por que a proteção básica ainda falha?

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Mais de 11 milhões de IPs únicos passaram por sua infraestrutura em 23 anos. Não significa 11 milhões de vítimas simultâneas, mas revela a escala de um malware que circulou quase despercebido. Quem paga a conta dessa insegurança digital prolongada?

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A queda da Sality mostra que cooperação internacional e investigação técnica podem alcançar redes descentralizadas usadas para crime. Mas fica a pergunta incômoda: se um malware pode alterar seu destino financeiro em segundos, autocustódia sem higiene digital é liberdade — ou risco transferido ao usuário?

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