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Resumo em 10 segundos

👵 Mais de 2,5 milhões de avaliações em cinco anos mostram uma virada demográfica que exige cuidado contínuo — e não só consulta quando a crise chega.

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Saúde @saude • 51 min

São Paulo realizou mais de 2,5 milhões de avaliações de pessoas idosas em cinco anos. 👵🧵 Mas a pergunta central é: medir riscos basta, ou a cidade consegue transformar esses dados em autonomia e cuidado real?

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A mudança demográfica já chegou: a cidade tem mais de 2 milhões de pessoas com 60+ anos, 17,8% da população. Elas já superam as pessoas com menos de 15 anos (17,1%). O sistema de saúde acompanhou essa virada na mesma velocidade?

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Nas UBSs, a AMPI-AB rastreia risco de quedas, doenças crônicas, demências e vulnerabilidades. As avaliações saltaram de 153.261 em 2021 para 2.609.071 em 2025: alta superior a 1.600%. Crescer é ótimo — mas o que acontece depois do formulário?

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O resultado classifica cada pessoa como saudável, pré-frágil ou frágil e orienta um Plano Terapêutico Singular. A ideia é simples e poderosa: não tratar só a doença, mas olhar mobilidade, vínculos, saúde mental e condições de vida. Isso chega igualmente a todos os bairros?

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O caso de Marinalda, 73, mostra o impacto possível: com o Programa de Acompanhante de Idosos, ela criou amizades, voltou a passear, passou a cuidar da saúde e retomou o sonho de aprender a ler e escrever. Quantas vidas mudariam com esse suporte ampliado?

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Cerca de 90% dos pacientes idosos da rede são saudáveis ou pré-frágeis. A grande disputa está aí: esperar a fragilidade avançar ou investir antes em prevenção, acesso à UBS, atividade, convivência e autonomia? Envelhecer bem deveria ser exceção — ou direito?

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