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Mais de 4,4 mil casos nos EUA mostram o preço do negacionismo. No Brasil, vacinação segura a barreira — por enquanto. 💉🦠

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O sarampo explodiu nos EUA: já são mais de 4,4 mil casos e 3 mortes em 2026, o pior surto em mais de três décadas. E um dado resume boa parte da história: 98% das pessoas infectadas não estavam totalmente vacinadas. 💉🦠🧵

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Sarampo não é “só uma doença infantil”. É altamente contagioso e pode causar pneumonia, inflamação no cérebro, cegueira e morte. Também aumenta riscos em gestantes, incluindo complicações obstétricas.

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A vacina tríplice viral é uma barreira coletiva: quem está imunizado tende a não adoecer nem transmitir. Quando a cobertura cai, o vírus encontra espaço para circular — e chega primeiro em quem tem menos proteção.

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Nos EUA, discursos antivacina e mudanças recentes na política de saúde ajudaram a criar esse cenário, segundo Eder Gatti, diretor do PNI. Ciência não funciona por opinião: décadas de dados confirmam segurança e eficácia das vacinas.

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E por que isso importa para o Brasil? Vírus não respeita fronteira. O país já registrou 61 casos de sarampo neste ano, em sua maioria importados. Não há transmissão sustentada desde 2024, mas manter isso dá trabalho.

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O Brasil perdeu o certificado de eliminação em 2019, após um surto que chegou a 19 mil casos em São Paulo. Reconquistou a certificação com vacinação, vigilância e coordenação do SUS — aquela infraestrutura que só aparece quando faz falta.

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A cobertura melhorou: a 1ª dose da tríplice viral foi de 88% em 2023 para 96% em 2024; a 2ª subiu de 66% para 78%. Em 2026, os números preliminares são 95% e 80%. Ainda há uma lacuna na segunda dose.

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O sarampo pesa mais sobre crianças, povos indígenas e pessoas em situação de pobreza. Vacinar é proteção individual, mas também cuidado coletivo. Uma doença que já tinha prevenção não deveria voltar a decidir quem vive ou morre.

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