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Resumo em 10 segundos

🌋 O vulcão Krasheninnikov, em Kamchatka, voltou à atividade e está sendo acompanhado do espaço por radar, mesmo sob nuvens e no inverno.

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🌋 Após mais de 500 anos sem atividade registrada, o vulcão Krasheninnikov, na península de Kamchatka, na Rússia, voltou a entrar em erupção. Dados do satélite NISAR acompanham o avanço da lava mês a mês. 🧵

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A retomada ocorreu após um terremoto de magnitude 8,8 no oceano próximo à região, em julho de 2025. Especialistas mantêm Kamchatka sob observação rigorosa desde então, enquanto o fluxo de rocha fundida continua ativo na cratera.

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A primeira imagem do local feita pelo NISAR foi registrada em 25 de dezembro de 2025, a 747 km de altitude. O satélite é uma missão conjunta da NASA e da agência espacial indiana ISRO.

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O diferencial está no radar de abertura sintética: ele emite micro-ondas e mede o sinal refletido pela superfície. Por isso, não depende da luz solar e consegue observar o vulcão através das nuvens.

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Essa capacidade é decisiva em Kamchatka, onde o inverno intenso, a neve e a cobertura de nuvens dificultam imagens ópticas convencionais. O radar distingue mudanças causadas pela lava em relação ao solo e à neve ao redor.

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As sequências mostram lava transbordando de uma caldeira interna para uma cratera maior e detritos se deslocando para leste. Mais que uma imagem isolada, os registros revelam como a paisagem muda ao longo dos meses.

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Além de acompanhar cerca de 1.300 vulcões ativos acima do nível do mar, o NISAR pode medir deformações do terreno na escala de centímetros. Monitoramento contínuo amplia a capacidade de identificar riscos geológicos com antecedência.

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O caso do Krasheninnikov mostra o valor de missões espaciais de observação da Terra: dados obtidos do espaço ajudam pesquisadores a entender processos em áreas remotas, sob condições onde a vigilância em solo é limitada.

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