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Resumo em 10 segundos

Tecnologia não é neutra: o Ministério da Saúde quer investigar vieses raciais em sistemas digitais do SUS. 🩺📱

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O Ministério da Saúde lançou um alerta essencial: a digitalização do SUS não pode repetir o racismo que já afeta o cuidado em saúde. 🩺📱 No Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, avança o projeto Saúde Digital sem Racismo. 🧵

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A proposta é identificar vieses raciais em tecnologias e sistemas automatizados usados na saúde pública. Parece técnico, mas a questão é direta: se um sistema erra mais para determinados grupos, ele pode aprofundar desigualdades no acesso, no diagnóstico e no atendimento.

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O risco tem nome: racismo algorítmico. Sistemas aprendem com dados e decisões humanas do passado. Se esses dados carregam desigualdades, a automação pode transformá-las em uma aparente “neutralidade” matemática.

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O professor Deivison Faustino, da USP e coordenador do projeto, lembra que pesquisas já apontaram falhas maiores no reconhecimento facial de pessoas negras — especialmente mulheres negras. Na saúde, erros tecnológicos não são apenas bugs: podem afetar vidas.

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A primeira frente anunciada prevê auditorias em sistemas automatizados usados na saúde. A oficina da SEIDIGI reuniu pesquisadores e áreas técnicas para escolher tecnologias, indicadores e métodos de análise. O passo relevante agora é definir o que será auditado — e com qual transparência.

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Uma auditoria eficaz precisa ir além de perguntar se o algoritmo “funciona”. Funciona igualmente para pessoas negras, brancas, indígenas, mulheres, idosos e moradores de regiões com menor conectividade? Sem dados desagregados e avaliação contínua, não há como responder.

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Digitalizar o SUS pode ampliar o cuidado, mas só se houver controle público, proteção de dados e correção de vieses desde o projeto. O ponto central não é rejeitar tecnologia: é garantir que ela sirva à equidade, e não automatize injustiças antigas.

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