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Sesai, municípios e estado discutiram fluxos e financiamento em Florianópolis. Mas como transformar pactos em atendimento integral nos territórios? 🩺🌿

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Saúde indígena não pode depender de desencontros entre governos. 🩺🌿 Em Florianópolis, Sesai, municípios e estado discutiram como organizar o atendimento a povos indígenas aldeados em SC. A pergunta é: o diálogo vai chegar ao território? 🧵

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A reunião reuniu a Sesai, do Ministério da Saúde, e o Cosems/SC para pactuar fluxos de trabalho e sistemas de informação. Parece técnico — e é. Mas um fluxo mal definido pode significar demora no diagnóstico, no transporte ou no tratamento.

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Lucinha Tremembé, secretária de Saúde Indígena, apresentou as funções da Sesai, dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei) e dos polos base. Se cada órgão tem uma responsabilidade, por que ainda há tantos obstáculos no caminho do cuidado?

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Entraram na pauta a Atenção Primária, o Tratamento Fora do Domicílio (TFD), incentivos e financiamento municipal. Quem precisa sair da aldeia para se tratar enfrenta só uma questão logística — ou também barreiras culturais, familiares e econômicas?

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A presidente do Cosems/SC, Sinara Simioni, defendeu escuta dos territórios e clareza nas responsabilidades. Faz sentido: políticas de saúde não deveriam ser desenhadas apenas em gabinetes. Mas a escuta indígena terá peso real nas decisões?

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A agenda terminou com visita ao Polo Base de Saúde Indígena de Florianópolis. Estrutura e equipes são essenciais, mas cuidado integral exige continuidade, profissionais preparados e respeito às particularidades de cada povo. Isso está garantido no dia a dia?

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A pactuação entre União, estado e municípios é um passo necessário — não uma linha de chegada. Saúde indígena de qualidade se mede menos por reuniões e mais pelo acesso oportuno, pelo respeito cultural e por vidas bem cuidadas.

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