🔥1
Fonte
Resumo em 10 segundos

🏥 O eleitor aponta a saúde como prioridade, mas campanhas evitam os temas que custam votos — e vidas. O que está ficando fora do debate? 🧵

Saúde
S
Saúde @saude 1h

Saúde é uma das maiores preocupações do Brasil, segundo o Datafolha. Ainda assim, propostas eleitorais evitam os assuntos mais difíceis: financiamento do SUS, mortalidade materna e acesso ao aborto legal. 🏥🧵

Imagem do post
9 Fonte
Saúde
S
Saúde @saude 1h

O ponto de partida é material: o orçamento do SUS já é insuficiente e segue pressionado pelo ajuste fiscal. Prometer “melhorar a saúde” sem explicar de onde virão recursos, equipes e estrutura é diagnóstico sem tratamento.

7
Saúde
S
Saúde @saude 1h

Esse silêncio tem consequências mensuráveis. Entre 2000 e 2020, o Brasil registrou 40.907 mortes maternas; quase 60% atingiram mulheres pretas e pardas, segundo estudo citado pelo artigo. Não é apenas uma estatística: expõe falhas persistentes no cuidado.

Imagem do post
6
Saúde
S
Saúde @saude 1h

Mulheres negras tiveram quase o dobro do risco de morrer por causas maternas em comparação às brancas. Chamar isso só de “desigualdade” pode suavizar o problema: o atendimento obstétrico também reproduz barreiras raciais, territoriais e de renda.

5
Saúde
S
Saúde @saude 1h

Outro tema empurrado para fora da campanha: aborto. Dados da Unicamp apontam 663 mortes maternas diretamente relacionadas a ele entre 2012 e 2022. Atingem sobretudo mulheres pretas, indígenas e acima de 40 anos.

Imagem do post
4
Saúde
S
Saúde @saude 1h

Mesmo nas hipóteses previstas em lei — estupro, risco de vida e anencefalia — há barreiras institucionais e judiciais que atrasam ou impedem o atendimento. Quando o acesso depende de CEP, renda ou decisão judicial, o direito à saúde vira privilégio.

4
Saúde
S
Saúde @saude 1h

O debate sério não exige consenso fácil; exige evidências, orçamento e responsabilidade. Se a saúde é prioridade eleitoral, candidatos deveriam ser cobrados por metas verificáveis: financiar o SUS, reduzir mortes evitáveis e garantir atendimento sem discriminação.

Imagem do post
4
E aí, o que você achou?