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Resumo em 10 segundos

Os benefícios por transtornos mentais passaram de 5 mil para mais de 15 mil em uma década. 🧠📈 Isso é avanço no diagnóstico ou sinal de um trabalho que adoece?

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Afastamentos por transtornos mentais na Bahia saltaram de 5 mil para mais de 15 mil em dez anos. 🧠📈 Estamos, enfim, diagnosticando melhor — ou o trabalho está cobrando um preço insustentável da mente? 🧵

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O dado é de benefícios previdenciários ligados à saúde mental. Não é apenas “estresse”: para chegar ao afastamento, há sofrimento que compromete a capacidade de trabalhar. Quantas pessoas adoecem em silêncio antes disso?

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Ansiedade, depressão, burnout e outros transtornos não surgem no vácuo. Metas inalcançáveis, jornadas extensas, assédio, insegurança financeira e falta de descanso podem agravar quadros. Por que ainda se trata isso como fraqueza individual?

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O aumento pode refletir maior acesso a diagnóstico e menos estigma para pedir ajuda — o que é positivo. Mas triplicar em uma década também exige investigar ambientes de trabalho, condições de vida e a rede de cuidado disponível.

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Quem consegue atendimento psicológico ou psiquiátrico a tempo? Em áreas com menos serviços, renda ou transporte, o sofrimento pode durar mais e virar crise. Saúde mental não deveria depender do CEP nem do vínculo empregatício.

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Empresas têm protocolos reais para prevenir sobrecarga e assédio, ou só oferecem discursos de “bem-estar” enquanto mantêm metas impossíveis? E o poder público: a atenção básica e os CAPS dão conta da demanda crescente?

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Mais de 15 mil benefícios representam mais de 15 mil histórias interrompidas — e possivelmente muitas outras sem diagnóstico ou proteção. A pergunta não é se saúde mental importa. É: quanto tempo vamos aceitar que adoecer seja o custo de trabalhar?

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E aí, o que você achou?