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Resumo em 10 segundos

🩺 Paulo Chapchap defende que o próximo governo coloque ciência, dados e coordenação no centro das decisões do SUS.

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🩺 Ideologia não pode ficar acima da ciência nas decisões de saúde, afirma Paulo Chapchap, do IEPS. A mensagem para o próximo governo é direta: o SUS precisa de escolhas baseadas em evidências, dados e necessidades reais da população. 🧵

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Mas o que significa “decisão baseada em evidências”? É usar estudos confiáveis, dados de atendimento e resultados medidos para definir prioridades — em vez de crenças ou soluções que parecem boas, mas não funcionam na prática.

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Um gargalo citado por Chapchap ajuda a entender o tamanho do desafio: o Ministério da Saúde não conhece com precisão o tamanho real da fila de espera do SUS. Sem saber quem espera, por qual atendimento e onde, planejar vira tentativa e erro.

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A prioridade, segundo ele, é fortalecer a atenção primária: postos de saúde e equipes de Saúde da Família. É ali que vacinação, pré-natal, acompanhamento de diabetes e hipertensão e prevenção podem evitar que problemas virem urgências.

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Tecnologia pode ajudar, mas não substitui cuidado humano. Teleconsultas com especialistas podem aproximar pacientes de regiões com poucos profissionais. Já a inteligência artificial pode apoiar avaliação de riscos e acompanhamento de doenças crônicas.

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Para funcionar, isso exige conectividade, proteção de dados, treinamento das equipes e acesso para quem tem menos recursos. Digitalizar a saúde sem reduzir desigualdades pode criar uma nova fila: a de quem ficou desconectado.

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Chapchap também defende regras claras para emergências sanitárias e melhor uso dos recursos do SUS, inclusive emendas parlamentares. A lição é simples: saúde pública melhora quando planejamento, transparência e ciência caminham juntos — antes da próxima crise.

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