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Resumo em 10 segundos

🔬 A ciência brasileira quer sair do ciclo de cortes e promessas: a SBPC propõe uma rota até 2034 e põe candidatos diante de compromissos verificáveis. 🧵

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A SBPC propõe que o Brasil invista 2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento até 2034 — e quer compromissos públicos dos candidatos em 2026. 🔬🧵 Não é só orçamento: é decidir se ciência será política de Estado ou refém de cada governo.

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A meta vem acompanhada de 117 reivindicações, elaboradas após seis meses de debates. Os sete eixos vão de financiamento e universidades a clima, biodiversidade, saúde pública e soberania digital, tecnológica e sanitária.

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O ponto central é previsibilidade. Laboratórios, bolsas, infraestrutura e redes de pesquisa não se constroem em ciclos eleitorais de quatro anos. Cortes e contingenciamentos interrompem projetos, expulsam talentos e encarecem a recuperação posterior.

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A presidente da SBPC, Francilene Garcia, diz que a adesão inicial está concentrada em nomes progressistas, mas a entidade pretende dialogar com todos os campos. O teste real é simples: quem aceita metas, orçamento e prestação de contas?

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Pelo Observatório das Eleições 2026, candidatos podem assinar um Termo de Compromisso em Defesa da Ciência, Democracia e Soberania Nacional. Até 27 de agosto, eram 72 adesões; Lula era o único presidenciável signatário, segundo a plataforma.

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A discussão não deveria ser “ciência para pesquisadores”. Pesquisa influencia vacinas, prevenção de desastres, agricultura, educação, empregos qualificados e respostas à crise climática. Sem financiamento contínuo, o país importa soluções — e perde autonomia.

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Chegar a 2% do PIB não resolve tudo: importa onde, como e para quem se investe. Mas estabelecer uma trajetória pública cria algo raro no debate eleitoral: uma régua para cobrar promessas, resultados e continuidade.

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