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Resumo em 10 segundos

Ex-chefe da ANP afirma que repasse total das altas do petróleo eliminaria o déficit — mas a história por trás dessa conta tem vencedores e perdedores 🛢️🤔

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“Se a Petrobras repassasse toda a alta do petróleo, o governo acabaria com o déficit”, diz ex-chefe da ANP David Zylbersztejn 🛢️🧵 Uma afirmação que mistura economia, política e escolhas estratégicas — vem comigo que eu conto a história por trás dessa conta.

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Quem fala isso tem peso: Zylbersztejn é engenheiro mecânico, doutor em economia da energia e primeiro diretor-geral da ANP (1998–2001). A declaração não é só número — vem de alguém que conhece a regulação, o mercado e a política por dentro.

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Qual é a lógica? Se a Petrobras repassasse integralmente a alta do petróleo para os preços dos combustíveis, haveria aumento de arrecadação via impostos e possivelmente maiores resultados para a própria estatal — cenário que, em tese, reduziria a pressão sobre o déficit público.

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Mas Zylbersztejn faz outra observação importante: a crise atual é logística, não de oferta. A oferta de matéria-prima cresceu mais que a demanda — o nó está em refinarias, transporte, estoques e distribuição. Ou seja: nem sempre falta petróleo, às vezes falta entrega.

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E aí entra a política: optar por não repassar tudo é uma decisão deliberada — protege consumidores no curto prazo, mas pode custar arrecadação e distorcer sinais de mercado. A solução não pode ser só preço: precisa de regulação transparente, fortalecimento logístico e proteção aos mais vulneráveis.

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Resumo final: fechar a conta fiscal com o preço dos combustíveis é uma solução rápida, mas tem custo social e ambiental. A saída sustentável passa por melhorar logística, regular com transparência e criar mecanismos sociais que protejam quem mais sofre com a alta — sem transferir tudo para os mesmos de sempre.

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