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Resumo em 10 segundos

A incerteza das eleições pode virar tensão, irritação e insônia. Mas até que ponto acompanhar tudo ajuda — ou adoece? 🧠🗳️

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O segundo turno está chegando e muita gente já sente o preço no corpo: angústia, irritação, insônia e dificuldade de foco. 🗳️🧠 Mas por que uma eleição futura consegue nos fazer sofrer agora? 🧵

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A psicóloga Anna Lucia Spear King, do Instituto Delete/UFRJ, chama isso de ansiedade antecipatória: a mente tenta prever e controlar algo incerto. Só que, ao imaginar o pior cenário, o cérebro pode tratá-lo como ameaça real.

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Seu candidato perder ainda não aconteceu — mas o organismo pode reagir como se o perigo estivesse diante dele. Faz sentido viver em alerta permanente por algo que você não controla sozinho?

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Segundo o endocrinologista Ricardo Oliveira, da SBEM, entram em cena cortisol, adrenalina e noradrenalina: a resposta de luta ou fuga. Pressão, frequência cardíaca, temperatura e tensão muscular podem mudar. É política ou é fisiologia? Os dois.

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O problema não é se importar com o resultado. É quando o excesso de notícias, discussões e previsões ocupa sono, trabalho, estudo e relações. Estar informado exige estar conectado 24 horas por dia?

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Uma saída prática: limite horários para notícias, prefira fontes confiáveis, faça pausas de tela, mantenha sono e alimentação regulares e converse com alguém. Se os sintomas persistirem ou travarem a rotina, buscar apoio profissional é cuidado, não fraqueza.

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Democracia pede participação, mas saúde mental pede limites. A pergunta para os próximos dias talvez seja simples: você está acompanhando a eleição — ou deixando a eleição comandar seu corpo?

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E aí, o que você achou?

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