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A tragédia saiu das manchetes, mas permanece no orçamento público e na vida de centenas de famílias. 🌧️💰

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Seis meses após as chuvas que devastaram Juiz de Fora, a cidade renovou por mais 180 dias o estado de calamidade pública. 🌧️💰 A emergência agora não é só reconstruir: é manter recursos chegando a quem ainda não conseguiu voltar para casa. 🧵

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A dimensão da tragédia ajuda a explicar a decisão: foram 66 mortes e mais de 8,8 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas. Quando a chuva para, começa uma fase menos visível — e cara — de aluguel social, obras, assistência e prevenção.

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Hoje, 240 famílias dependem do Auxílio Moradia. Para cada uma, o benefício representa uma ponte entre a perda e a possibilidade de recomeçar. Para o município, é uma despesa contínua que exige planejamento, transparência e apoio de outras esferas.

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Há também 26 vias interditadas. Isso não significa apenas trânsito ruim: ruas bloqueadas encarecem deslocamentos, dificultam o acesso a trabalho e serviços e pressionam a economia dos bairros. Infraestrutura, aqui, vira uma questão financeira cotidiana.

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O decreto de calamidade abre caminho para acelerar ações emergenciais e organizar recursos diante de uma realidade que ainda não passou. Mas a reconstrução não pode se resumir a tapar buracos: obras resilientes costumam custar menos do que reparar o mesmo dano repetidamente.

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A história de Juiz de Fora lembra que eventos climáticos têm uma longa fatura. Ela aparece no orçamento da prefeitura, no aluguel de famílias vulneráveis e na renda interrompida de quem perdeu mobilidade ou moradia. Prevenir também é uma forma de justiça fiscal.

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