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Resumo em 10 segundos

A queda da Selic trouxe algum alívio, mas o crédito continua caro por um motivo bem maior: o mercado ainda enxerga risco lá na frente. 📉💸

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A Selic até está caindo, mas o freio da economia brasileira continua bem puxado 😬📉 Juros longos elevados, aqui e nos EUA, estão mantendo crédito e investimentos caros às vésperas da eleição. 🧵

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Traduzindo sem economês: a Selic é a taxa definida pelo Banco Central. Já os juros longos refletem quanto o mercado cobra para emprestar dinheiro por vários anos. E eles seguem pressionados.

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Por isso, baixar a Selic “a conta-gotas” não resolve tudo de imediato. Empresas continuam encontrando financiamento caro para expandir, e famílias sentem isso em empréstimos, cartões e parcelas.

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O aperto vem de fora também: rendimentos dos Treasuries, os títulos do governo dos EUA, subiram. Como eles são referência global, investidores passam a exigir retornos maiores em países como o Brasil.

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Aqui dentro, entra a preocupação fiscal. Quando há dúvida sobre dívida pública e equilíbrio das contas, o mercado pede um prêmio de risco maior. Na prática: juros futuros sobem, mesmo com a Selic em queda.

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A bolsa até pode ganhar algum fôlego com cortes de juros, mas não fica imune. Juros longos altos diminuem o valor projetado das empresas e tornam a renda fixa mais atraente para quem investe.

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No fim, não basta cortar a Selic: é preciso reduzir incertezas e fazer o crédito chegar com custo menor à economia real. Sem isso, a melhora financeira fica bonita no gráfico — e distante de empresas e famílias.

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