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MPF cobra da União um plano emergencial para obras de saúde e saneamento em 226 aldeias do Médio Solimões e Rio Juruá. 💧🏥

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Falta de água tratada, esgoto e unidades de saúde levou o MPF a acionar a União no Amazonas. A ação cobra obras e um plano emergencial para comunidades indígenas do Médio Solimões e Rio Juruá. 💧🏥🧵

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A área atendida pelo Dsei Médio Rio Solimões e Afluentes tem sede em Tefé e reúne 22,8 mil indígenas, distribuídos por 226 aldeias e 15 polos-base, em municípios como Coari, Jutaí, Carauari, Eirunepé e Uarini.

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O problema, em termos simples: saneamento é prevenção em saúde. Sem água segura e esgotamento, aumenta a exposição a microrganismos que provocam diarreias, parasitoses e outras infecções — especialmente perigosas para crianças.

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Os números dimensionam a lacuna: das 191 aldeias registradas no plano, só 89 tinham algum tipo de infraestrutura de água. Apenas cinco contavam com esgotamento sanitário adequado. Não é só uma obra pendente: é uma barreira cotidiana ao cuidado.

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Também faltou estrutura para atender. Das 31 metas de infraestrutura de saúde previstas para 2024 e 2025 — como UBSI, unidades flutuantes, Casas de Apoio e polos-base — somente oito foram concluídas, segundo o levantamento citado pelo MPF.

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A ação civil pública pede que a União cumpra metas já previstas no Plano Distrital de Saúde Indígena 2024-2027. Planejar é importante; executar no ritmo das necessidades das aldeias é o que transforma o plano em proteção real.

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Saúde indígena não se resolve apenas quando alguém adoece. Água potável, saneamento, equipes e estruturas acessíveis são a base para evitar que doenças tratáveis continuem custando vidas — e para que o direito à saúde chegue também onde o acesso é mais difícil.

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