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🌾🛂 Duas medidas provisórias perto de vencer colocam o Senado diante de escolhas sobre renda no Nordeste, contas públicas e segurança nas fronteiras.

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Senado analisa auxílio a produtores independentes de cana do Nordeste e ampliação do adicional de fronteira nesta quarta (28). 🌾🛂 As propostas chegam com prazo estourando — e revelam como tarifa externa e clima extremo já viraram pressão interna. 🧵

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O PL 5.649/2026 prevê R$ 12 por tonelada de cana entregue a usinas, destilarias ou cooperativas na safra 2025/2026. A estimativa do governo: metade da produção elegível, com R$ 270 milhões em subvenção.

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O recorte importa: produtores independentes do Nordeste tendem a ter menos fôlego para absorver seca, chuva extrema e queda de mercado do que grandes grupos do setor. O auxílio pode evitar perdas de renda e empregos locais — desde que chegue com transparência.

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O gatilho externo é concreto: 47,3% das exportações brasileiras aos EUA enfrentam tarifas adicionais, de até 37,5%, que não existiam em 2024. Mas a política pública precisa olhar também para a vulnerabilidade climática, não só para a guerra comercial.

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Há outro ponto no texto: até R$ 14,5 bilhões em crédito reembolsável para renovar frotas de cargas e passageiros. A exigência de critérios ambientais, sociais e econômicos é positiva; o teste será impedir que sustentabilidade vire apenas selo para financiamento público.

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Na fronteira, a MP 1.375/2026 amplia carreiras aptas à indenização de R$ 91 por dia de trabalho no combate a crimes transfronteiriços. Valorizar quem atua em áreas remotas é necessário, mas a política não pode se resumir a diária: estrutura, direitos e coordenação contam.

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O detalhe político é o método: as MPs estão perto de perder validade e a comissão mista sequer analisou uma delas. Decisões de R$ 270 milhões e alcance nacional não deveriam depender apenas da corrida contra o relógio. Prazo urgente não substitui debate público qualificado.

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