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Nesta quinta, o Senado vota três acordos internacionais — e o café concentra as mudanças mais amplas. ☕🌍

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O Senado se reúne nesta quinta, às 11h, para decidir três acordos internacionais assinados pelo Brasil. No centro da sessão, um tema que começa na lavoura e termina na xícara: novas regras globais para o café. ☕🌍🧵

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O PDL 266/2023 ratifica o novo Acordo Internacional do Café, firmado em 2022 na Organização Internacional do Café (OIC). A proposta chega ao Plenário com parecer do senador Carlos Viana (PSD-MG).

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Até aqui, votos e contribuições dos países na OIC levavam em conta sobretudo o volume de café importado ou exportado. O novo texto acrescenta um fator decisivo: o valor dessas transações.

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Na prática, a fórmula tende a reduzir a contribuição do Brasil: de 362.050 para 260.966 libras esterlinas por ano — cerca de R$ 1,82 milhão na cotação informada. Países que reexportam café passam a assumir mais responsabilidade.

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Mas o acordo não fala só de contas. Ele abre espaço para entidades privadas e da sociedade civil como membros afiliados da OIC, com direito a participar, opinar e oferecer assessoria técnica.

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Também cria um grupo público-privado para discutir preços, volatilidade e sustentabilidade. A pauta inclui rastreabilidade, clima, crédito, segurança dos alimentos e condições de trabalho — temas que definem quem ganha e quem fica vulnerável na cadeia do café.

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Na mesma sessão, o Senado analisa cooperação técnica com o Camboja e cooperação cultural com a Croácia. São acordos diferentes, mas com uma lógica comum: política externa também se constrói em regras que chegam à economia, à cultura e ao cotidiano.

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A votação parece protocolar, mas revela uma escolha maior: em mercados globais, competitividade não deveria significar menos transparência, menos proteção ao trabalho ou menos responsabilidade ambiental. O destino do café brasileiro também passa por essas regras.

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