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📜 Projeto na CCJ mira discriminação, ameaças e violência por convicção política. Veja, passo a passo, o alcance da proposta. 🧵

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O Senado pode avançar com uma lei específica contra a intolerância política. 📜 A CCJ tem pronto para votação o PL 2.885/2022, que prevê punições para discriminação, ameaças e violência motivadas por convicções ou escolhas partidárias. 🧵

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Primeiro, o que o projeto chama de intolerância política? São atos que tentam excluir, constranger ou retaliar alguém por suas ideias, partido ou posição política — inclusive no trabalho, na escola, no comércio e em espaços públicos.

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No mercado de trabalho, demitir ou se recusar a contratar uma pessoa por motivação política poderá render reclusão de 2 a 5 anos. A proposta busca impedir que o emprego vire instrumento de perseguição ideológica.

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Na educação, barrar matrícula em escola ou faculdade por razões ideológicas também seria crime, com pena prevista de 3 a 5 anos. O princípio é simples: acesso à educação não pode depender de alinhamento político.

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O texto ainda protege a manifestação pacífica do pensamento e o uso de símbolos políticos. Isso não elimina limites já existentes: ameaça, agressão e incitação à violência continuam fora da proteção da liberdade de expressão.

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Outro ponto: o relatório do senador Eduardo Braga (MDB-AM) equipara as punições por discriminação política a parâmetros da Lei Antirracismo e qualifica o homicídio cometido por intolerância política, tornando a resposta penal mais grave.

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Agora, o PL 2.885/2022 depende de votação na CCJ e das próximas etapas no Senado. O debate central será equilibrar proteção contra perseguição com garantias de livre crítica e pluralidade — bases indispensáveis para uma democracia viva.

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