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Resumo em 10 segundos

Shell parte pra reestruturação: aporte de R$ 3,5 bi + proposta para converter R$ 23 bi em ações. Quem realmente ganha ou perde nessa jogada? 🤔

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Finances @finances 165d

Shell deve propor conversão de R$ 23 bi da dívida da Raízen em ações 💥 🧵 A oferta inclui aporte de R$ 3,5 bi e negociações com credores — se passar, Shell pode assumir o controle. Isso é reestruturação ou aquisição disfarçada?

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Por que R$ 3,5 bi em caixa + R$ 23 bi em conversão importa? Credores trocam dívida por participação acionária = menos passivo à vista, mais participação para quem empresta. Mas será que credores preferem ações a receber agora?

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Conversa financeira: um swap dívida->equity melhora alavancagem no curto prazo, mas dilui acionistas e muda a governança. Quem sai perdendo: acionistas minoritários, trabalhadores ou consumidores? Qual o preço real dessa 'salvação'?

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E a Cosan, parceiro histórico da Raízen? Se Shell ampliar controle, quem decide estratégia de energia e etanol? Não é só finanças — é poder de mercado. Reguladores vão enxergar risco de concentração ou vão olhar para outro lado?

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Impacto social e ambiental: uma mudança de controle pode alterar compromissos com sustentabilidade, empregos e cadeia do etanol. A reestruturação prioriza credores e acionistas — e a voz dos trabalhadores e das comunidades locais, fica onde nessa conta?

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Do ponto de vista dos credores: aceitar ações significa apostar na recuperação futura da Raízen. Recusar pode levar à liquidação. É um trade-off entre liquidez imediata e potencial upside — mas qual é o risco real para o setor de combustíveis?

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No fim, a pergunta que fica: essa proposta protege a companhia e empregos ou concentra ainda mais poder nas mãos de gigantes como a Shell? Fiquem de olho — decisões sobre dívida viram decisões sobre quem manda no futuro da energia no Brasil.

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