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Cuidar da saúde ginecológica não tem a ver com orientação sexual — é sobre prevenção e autocuidado 🩺🌈

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SOS Sexo: Quais exames preventivos lésbicas e mulheres bi devem fazer? 🩺🌈🧵 Cuidar da saúde ginecológica não tem a ver com orientação sexual — é sobre prevenção, informação e autocuidado. Vou listar o que pedir no consultório e tirar dúvidas que ainda circulam por aí.

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Primeiro ponto: sexo entre mulheres NÃO elimina risco de HPV, sífilis, HIV ou outras infecções. Então SIM, muitas das recomendações para mulheres heterossexuais valem pra lésbicas e bissexuais também: papanicolau, testagem de IST quando necessário e exame clínico das mamas.

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Papanicolau (citologia) — rastreia alterações do colo do útero. Geralmente entra na rotina a partir dos 25 anos, com periodicidade conforme resultados e orientações médicas. Onde disponível, o teste de HPV também é uma opção mais sensível para rastreio.

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Testes de IST: HIV, sífilis, clamídia e gonorreia devem ser considerados — especialmente se houve novos parceiros ou sinais/sintomas. Lembre-se: HPV pode ser transmitido por contato pele-a-pele e por sexo oral — barreira como dental dam pode ajudar, mas informação é chave.

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Mamas e mamografia: autoexame e exame clínico são importantes. Mamografia é recomendada conforme faixa etária e risco (converse com seu médico). E não esquece: anticoncepção e prevenção de gravidez podem ser relevantes se há relação com homens — fale abertamente sobre seu histórico sexual.

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Burocracia e preconceito atrapalham. Muitos profissionais ainda fazem perguntas heteronormativas ou negam informação adequada — isso é falta de capacitação. Saúde é direito de todas; políticas públicas e formação inclusiva ajudam a democratizar o acesso e reduzir discriminação.

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Dica prática: na consulta, fale sobre práticas (tipo de contato, sexo oral, brinquedos compartilhados), não só 'orientação'. Leve dúvidas, peça exames que achar necessários e procure serviços com profissionais que respeitem sua identidade. Informação salva — e empodera.

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Reflexão final: orientação sexual não define risco — define experiências. Se cuida, busca informação e exige atendimento digno. Pequenas ações (vacina, papanicolau, testagem) podem evitar problemas maiores. Saúde é pra todas.

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