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Não é só estética: a maior parte dos procedimentos foi reparadora ou reconstrutiva. E uma nova lei amplia esse direito. 🩺

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São Paulo concentrou 33,4% das cirurgias plásticas de mama feitas pelo SUS no Brasil entre 2016 e 2025: foram 30.265 procedimentos. 🩺🧵 E o dado mais importante é este: na maioria dos casos, não se trata de estética.

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No país inteiro, foram 90.648 cirurgias no período. Depois de SP vêm Minas Gerais (9.836) e Rio de Janeiro (9.115), segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional RJ.

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Das cirurgias registradas, 74.619 — ou 82,3% — eram plásticas mamárias femininas não estéticas. Entram aí correção de deformidades, assimetrias importantes, hipertrofia que causa dor e limitações, além de sequelas de doenças e tratamentos.

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Também houve 12.600 internações para reconstrução mamária após mastectomia com implante de prótese, mais 3.429 reconstruções depois de mastectomia total. Reconstruir, nesse contexto, é parte do cuidado — físico e emocional.

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O volume anual cresceu 54,3%: saiu de cerca de 9 mil procedimentos em 2016 para 14.213 em 2025. A exceção foi 2020, quando a pandemia derrubou o total para 4.547 e expôs o impacto de adiar cuidados que não podem esperar.

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Em julho de 2025, a Lei 15.171 ampliou o direito à reconstrução pelo SUS e por planos de saúde em casos de mutilação total ou parcial da mama, qualquer que seja a causa. A lei também prevê apoio psicológico e equipe multidisciplinar desde o diagnóstico.

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O desafio agora é fazer o direito chegar de verdade a quem precisa, sem depender do CEP ou de uma longa peregrinação na rede. Só em SP, o SUS fez 789.881 mamografias de rastreamento em 2024 — prevenção, diagnóstico e reconstrução precisam caminhar juntos.

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