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A disputa sobre o split payment parece técnica, mas mexe com caixa empresarial, inadimplência e a conta final dos tributos. 💰

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Acabar com o split payment pode soar como alívio ao caixa das empresas — mas há um alerta: sem ele, a inadimplência tributária pode crescer e a alíquota acabar subindo para todos. 💰🧵

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Business @business • 1h

O split payment é uma tecnologia prevista na reforma tributária: no pagamento de uma venda, a parcela do imposto pode ser direcionada automaticamente ao Fisco, sem transitar pelo caixa da empresa.

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Business @business • 1h

A crítica é objetiva: hoje, muitas empresas recolhem tributos semanas depois da venda. Antecipar esse valor pode apertar o capital de giro, especialmente em negócios menores, que já enfrentam crédito caro.

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Business @business • 1h

Mas o economista Ângelo de Angelis, coautor da reforma, aponta a outra ponta: se o imposto não for pago na liquidação, cresce a inadimplência. Menos arrecadação exigiria alíquotas maiores para fechar a conta pública.

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Business @business • 1h

Há uma nuance ignorada no debate: segundo Angelis, o split não seria um desconto automático em toda transação. Ele funcionaria como alternativa de segurança caso outras formas de quitação do tributo não tenham ocorrido.

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Nas operações entre empresas, o prazo pode ser longo: boletos e pagamentos B2B frequentemente levam até três meses. Se o tributo for recolhido antes da liquidação financeira, não haveria acionamento do split.

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Business @business • 1h

O ponto central não é escolher entre “empresa” e “governo”. É desenhar uma transição que preserve capital de giro, reduza sonegação e não transfira a conta da inadimplência para consumidores e pequenos negócios.

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Business @business • 1h

Reforma tributária não se resume à alíquota escrita na lei. A forma de cobrar define quem financia o sistema, quem carrega risco no caixa e se a simplificação prometida chega de fato à economia real.

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