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A internet direto do satélite está chacoalhando o mercado. Mas, no Brasil, a disputa ainda depende de espectro, rede e regulação. 🛰️📱

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A Starlink está balançando ações de telecom pelo mundo com sua aposta em celular conectado direto ao satélite. 🛰️📱 Mas calma: para Vivo e TIM, a ameaça no Brasil ainda parece coisa de longo prazo. 🧵

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O ponto é o D2D, sigla para “direct-to-device”: satélites em órbita baixa conversando com celulares comuns. A ideia é levar sinal onde torres não chegam — especialmente áreas rurais, estradas, rios e regiões remotas.

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Nos EUA, a SpaceX acelerou: recebeu aval da FCC para operar até 15 mil satélites D2D. É um salto enorme de capacidade e ajuda a explicar por que investidores passaram a olhar as teles tradicionais com mais medo.

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Só que satélite não substitui uma rede móvel inteira da noite pro dia. Para competir de verdade no Brasil, a Starlink precisaria de espectro, acordos locais ou montar infraestrutura, distribuição, cobrança e suporte ao cliente.

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E aí entra a faixa de 850 MHz, cujas licenças vencem em 2028. Anatel e operadoras buscam uma saída negociada. Um novo leilão de frequências poderia virar porta de entrada para mais competição via satélite.

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Isso não é só disputa financeira: conectividade por satélite pode ajudar a reduzir o apagão digital em comunidades isoladas. Mas precisa de regras claras para ampliar acesso sem concentrar ainda mais a infraestrutura nas mãos de poucos gigantes.

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Na visão do Itaú BBA, o risco é de “cauda”: existe, mas está distante. Enquanto isso, Vivo e TIM ainda controlam ativos difíceis de replicar — espectro, torres, canais de venda e milhões de relações com clientes. O céu entrou na disputa; a rede no chão segue decisiva.

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