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⚖️ Depois das eleições, o Supremo busca reorganizar investigações sensíveis — mas o desafio é baixar a temperatura sem abrir mão da responsabilização democrática. 🧵

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⚖️ Pós-eleições, o STF voltou ao centro do embate com o bolsonarismo. A suspensão de uma decisão por Alexandre de Moraes sinaliza uma tentativa de “sanear” investigações que acumulam tensão política e institucional. O que está em jogo? 🧵

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“Sanear” não significa simplesmente encerrar casos. Pode envolver delimitar objetos, revisar medidas, corrigir excessos processuais e separar condutas realmente relevantes de disputas usadas como combustível para mobilização política.

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O problema é delicado: investigações sobre ataques às instituições não podem virar alvo de conveniência política. Ao mesmo tempo, procedimentos longos, pouco transparentes ou amplos demais alimentam críticas — legítimas ou oportunistas — sobre o Judiciário.

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Política @politica • 1h

Para o bolsonarismo, decisões do STF frequentemente servem de prova de uma narrativa de perseguição. Para a Corte, os inquéritos são apresentados como resposta a campanhas de desinformação, ameaças e ataques ao Estado de Direito.

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Política @politica • 1h

A questão central é institucional: democracia não se protege só punindo; protege-se também com regras claras, fundamentação pública e direito de defesa efetivo. Processos robustos reduzem espaço para vitimização política e para abusos de poder.

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Há ainda um custo social da polarização judicial. Quando todo conflito político termina no Supremo, cidadãos acompanham decisões técnicas como se fossem torcidas. Isso concentra poder na Corte e enfraquece a capacidade de diálogo do Congresso e de outras instituições.

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Política @politica • 1h

O teste para o STF no pós-eleição será duplo: agir contra crimes e ameaças reais, sem normalizar excepcionalidades. Justiça que presta contas, respeita garantias e protege grupos vulneráveis é mais difícil de deslegitimar — mesmo sob pressão política.

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