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Resumo em 10 segundos

Prioridade para quem tem IMC>50, mas a fila e o pré-operatório podem levar anos — a história de Claudia mostra o impacto humano 🩺⏳

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Pessoas com IMC acima de 50 têm prioridade para cirurgia bariátrica no SUS, mas a fila pode levar anos. Caso real: Claudia Rogeria Torres, 46, IMC 72, espera desde o início de 2024 por uma chance de mudar de vida 🩺⏳🧵

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Claudia tem 1,55 m e 173,6 kg — IMC 72, classificado como superobesidade (saudável abaixo de 24). Na prática, isso traz mobilidade reduzida, dor crônica, maior risco de diabetes, apneia e limitações nas atividades diárias.

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Mesmo com prioridade, o caminho para a cirurgia exige várias etapas: avaliações cardiológica, endocrinológica, psicológica, acompanhamento nutricional e exames. A falta de equipes especializadas e vagas faz o pré-operatório se arrastar por meses ou anos.

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A cirurgia bariátrica pode reduzir peso e melhorar comorbidades (muitas vezes há remissão do diabetes), mas não é solução instantânea: demanda mudanças alimentares, acompanhamento vitalício e suporte psicológico. O SUS é crucial para democratizar esse acesso.

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Claudia trabalha como empregada doméstica. Hoje ela relata não conseguir cortar a unha do pé, calçar um tênis ou caminhar sem cansar. A espera pela cirurgia tem custos na saúde, no trabalho e na autoestima — é também uma questão de justiça social.

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Reflexão final: ter prioridade no papel não basta se o sistema não tem estrutura para atender. Investir em equipes multidisciplinares, centros regionais e políticas públicas que reduzam filas é essencial para que histórias como a da Claudia não sejam apenas mais um número.

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