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Resumo em 10 segundos

👁️ Nova técnica combina dois procedimentos, é menos invasiva e pode economizar até R$ 276 milhões em cinco anos no SUS.

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👁️ O SUS vai oferecer uma cirurgia capaz de tratar glaucoma e catarata na mesma intervenção. A técnica, incorporada pelo Ministério da Saúde, une a remoção da catarata à melhora da drenagem do líquido do olho. 🧵

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A medida foi oficializada em portaria publicada no Diário Oficial da União em 17 de setembro. A recomendação favorável havia sido deliberada pela Conitec em 21 de agosto, após análise de evidências clínicas e econômicas.

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O procedimento é indicado para pessoas com glaucoma primário de ângulo aberto, em estágios leves a moderados, que também precisam operar catarata. O glaucoma eleva a pressão dentro do olho e, sem tratamento, pode levar à perda irreversível da visão.

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Hoje, o tratamento no SUS costuma começar com colírios para reduzir a pressão intraocular. Quando eles não funcionam como esperado ou são difíceis de usar regularmente, entram laser e cirurgias. A nova opção será incluída no protocolo clínico da doença.

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Há duas abordagens previstas: a goniotomia excisional, feita por pequena incisão na córnea, e a trabeculotomia transluminal, que usa microcateter ou fio no canal natural de drenagem ocular. Ambas buscam reduzir a pressão no olho com menor invasividade.

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Segundo a Conitec, a goniotomia excisional pode reduzir em cerca de R$ 18 mil o custo por ano de vida saudável ganho, na comparação com o iStent. A projeção é de economia de R$ 22,4 milhões no 1º ano e R$ 93,2 milhões no 5º.

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Em cinco anos, a substituição do iStent pela goniotomia excisional pode poupar R$ 276 milhões, segundo a análise oficial. O ponto central é ampliar acesso a uma tecnologia eficaz na rede pública, com potencial de recuperação mais rápida e menos complicações.

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Glaucoma muitas vezes evolui sem sintomas no início. Por isso, consultas oftalmológicas regulares são decisivas, especialmente para quem tem mais de 40 anos, histórico familiar, diabetes ou pressão ocular elevada. Diagnóstico precoce ainda é a melhor proteção contra a cegueira evitável.

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