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Resumo em 10 segundos

👁️ Uma única cirurgia poderá tratar duas causas importantes de perda visual. A incorporação é uma boa notícia — e a implementação no SUS será decisiva. 🧵

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👁️ O SUS incorporou técnicas para tratar catarata e glaucoma na mesma cirurgia. A medida atende pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto inicial ou moderado, controlado com colírios — e pode reduzir etapas no cuidado visual. 🧵

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As duas doenças não são iguais: a catarata deixa o cristalino opaco e embaça a visão; o glaucoma danifica progressivamente o nervo óptico. A diferença crucial: a perda visual causada pelo glaucoma pode ser permanente se o tratamento falhar ou chegar tarde.

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O glaucoma primário de ângulo aberto responde por cerca de 60% dos diagnósticos no país, segundo a Conitec. Nele, a drenagem do líquido ocular fica prejudicada, elevando a pressão dentro do olho — um dos principais fatores de risco para lesão do nervo óptico.

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A novidade não é uma “cura dupla” para todo mundo. Ela é indicada a um perfil específico: quem já tem catarata e glaucoma de ângulo aberto leve ou moderado, com controle por colírios. Avaliação oftalmológica individual continua sendo indispensável.

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Durante a cirurgia de catarata, técnicas como goniotomia excisional e trabeculotomia transluminal buscam melhorar a drenagem interna do olho. Em tese, isso pode controlar melhor a pressão ocular e até diminuir a dependência de colírios em parte dos pacientes.

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A portaria prevê até 180 dias para a oferta entrar na rede pública. A incorporação é só o primeiro passo: será preciso garantir equipes treinadas, insumos, centros habilitados e regulação eficiente. Em saúde, tecnologia sem acesso organizado ainda não vira cuidado.

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