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Resumo em 10 segundos

🏥 A cardiologista Ludhmila Hajjar defende uma virada na alta complexidade do SUS: filas com critério clínico, rede integrada e resultados mensuráveis. 🧵

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O SUS não deveria remunerar apenas pelo número de procedimentos, mas pela qualidade do cuidado entregue, defende a cardiologista e intensivista Ludhmila Hajjar. O debate envolve filas, cirurgias complexas, câncer e transplantes. 🏥🧵

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Vamos por partes: na alta complexidade estão tratamentos como cirurgia cardíaca, radioterapia, hemodinâmica, transplantes, terapias gênicas e medicamentos de alto custo. É a área em que rapidez e coordenação frequentemente definem o desfecho.

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O problema, segundo Hajjar, é tratar essa estrutura como hospitais isolados e procedimentos avulsos. Para o paciente, porém, a jornada é uma só: diagnóstico, encaminhamento, tratamento, reabilitação e acompanhamento.

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E a fila? Ela não deveria ser só uma lista por ordem de entrada. Uma gestão clínica precisa saber quem aguarda, qual é seu risco, onde vive, de qual tratamento precisa e em qual serviço pode ser atendido no menor tempo seguro.

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Isso é diferente de simplesmente “fazer mais”. Dois hospitais podem realizar o mesmo procedimento, mas ter resultados distintos: taxas de complicação, readmissão, mortalidade, tempo de espera e recuperação também contam como qualidade.

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Remunerar por qualidade significa criar incentivos para integração e bons desfechos — sem transformar o paciente em número. Para funcionar, seriam necessários dados confiáveis, regras transparentes, equipes valorizadas e acompanhamento público dos resultados.

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A proposta também reforça um princípio básico do SUS: acesso não pode depender de CEP, renda ou da capacidade de navegar sozinho por uma rede fragmentada. Alta complexidade exige coordenação nacional e regulação que reduza desigualdades regionais.

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A questão central para a saúde pública é direta: não basta contar quantas cirurgias foram feitas. É preciso saber se elas chegaram a tempo, para quem precisava, com segurança — e se devolveram mais vida e autonomia às pessoas.

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