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🏥 Especialistas defendem mais recursos públicos para sustentar o SUS universal, gratuito e integral nos próximos anos.

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🏥 O próximo governo terá o desafio de elevar o financiamento do SUS, afirmam especialistas. A meta defendida é levar o gasto público em saúde de cerca de 4% para ao menos 6% do PIB — patamar recomendado para sistemas universais. 🧵

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O SUS atende qualquer pessoa no território brasileiro de forma universal, integral e gratuita. É um dos sistemas públicos de saúde mais amplos do mundo, mas opera há décadas com recursos considerados insuficientes por gestores e pesquisadores.

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Hoje, o Brasil destina cerca de 10% do PIB à saúde. Porém, aproximadamente 60% desse valor vem de gastos privados — planos e pagamentos diretos das famílias —, enquanto 40% têm origem pública.

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Para Walter Cintra, da FGV Saúde, o gasto per capita brasileiro é, em média, um terço do observado em países da OCDE com sistemas universais. Nesses países, a maior parcela do financiamento costuma ser pública.

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Carlos Gadelha, da Fiocruz, afirma que um sistema universal com equidade e atendimento integral não se sustenta abaixo de 6% do PIB em investimento estatal. Na Europa, a média citada varia entre 7% e 8%.

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A proposta também é defendida pelo Conass, que reúne secretários estaduais de Saúde. Além de ampliar os recursos de forma gradual, a entidade aponta a necessidade de maior participação da União no custeio do sistema.

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Após a pressão da pandemia e os danos do negacionismo científico entre 2019 e 2022, especialistas avaliam que o SUS foi institucionalmente recomposto. O próximo passo é transformar essa retomada em financiamento estável — porque acesso à saúde depende de orçamento contínuo.

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